Por que ser vegetariano?
Edson
Ramos de Siqueira
Presidente
da UNAVEG
A União
dos Atletas Vegetarianos é um grupo de pessoas, não necessariamente atletas,
que prega pacificamente o vegetarianismo, numa visão holística; ou seja,
envolvendo todas as questões relacionadas à qualidade de vida sob o ponto de
vista físico, emocional e espiritual.
É um
grupo aberto em termos religiosos, mas que se baseia na ciência espírita para
entender o papel espiritual dos homens e dos outros animais no contexto da vida
terrena, atrelada à ciência clássica, cujos conhecimentos facilitam a
verdadeira compreensão da vida.
Ser
vegetariano significa, em primeiro lugar, preocupar-se com a evolução moral,
pois a carne é o único alimento oriundo de um ato de violência. A cada segundo,
cerca de 2000 animais são cruelmente mortos no mundo, para satisfazer os
caprichos gastronômicos da humanidade.
Por outro lado, o discurso
da necessidade da carne para a perfeita saúde do nosso corpo está ultrapassado.
A ciência médica e da nutrição já demonstraram o contrário: a carne e seus
derivados são prejudiciais, contribuindo para a alta incidência de doenças
crônicas não transmissíveis.
“Amar o próximo como a si
mesmo”: máxima Crística conhecida por tantos, mas, na acepção da palavra,
praticada por tão poucos. O “próximo” significa os seres humanos e os animais
também. O homem está ainda envolto por uma série de preconceitos, e um deles é
o especismo.
Especismo é o ato do
indivíduo achar-se superior às demais espécies, inclusive com o direito de
tirar-lhes a vida; da mesma forma que racismo é quando alguém de uma raça
segrega uma outra, colocando-se na ilusória posição de superioridade.
Outro paradoxo do
comportamento humano é considerar alguns animais membros da família (caso dos
cães, gatos e outras espécies de estimação), enquanto outros podem ser
esquartejados e ingeridos como alimento.
Mas, é nítida a tendência de
mudança desse quadro, mesmo que lentamente. Cada vez mais pessoas se conscientizam
da necessidade da autotransformação, tornando-se vegetarianas por filosofia de
vida e agindo como disseminadoras da realidade que envolve todo este complexo
contexto.
Diante de tantas
barbaridades que o homem pratica tanto contra seus próprios semelhantes, como
contra os outros animais, é muito agradável nos depararmos com manchete como
esta: “Vaca ganha prótese e sobrevive”, publicada na revista “Cabra e Ovelha”
(nº77, fevereiro/março 2013).
Após ter fraturado o membro
traseiro direito, o usual é que a vaca Neguinha tivesse sido sacrificada. Mas,
de maneira inusitada, sua tutora Nilza Nastasi, residente em Araçoiaba da
Serra, buscou a ajuda de Nelson Nolé, especialista em próteses para seres
humanos e proprietário da Conforpés (www.conforpes.com.br).
Ele, pioneiramente, projetou uma prótese para Neguinha, com o apoio do médico
veterinário Nelson Corrêa de Lara, que realizou a necessária amputação do
membro afetado.
O sucesso da operação
permitiu que Neguinha pudesse voltar às suas atividades normais.
Eis um exemplo de “amor ao
próximo”, que deve ser seguido e multiplicado. Nossos cumprimentos à Nilza, ao
Nelson Nolé e ao Nelson Lara.

excelente artigo! parabéns!
ResponderExcluirQuando a ação é verdadeira e os argumentos bons, torna-se claro o caminho a seguir.
ResponderExcluirSó não vê quem não quer.
Excelente artigo!
Grande abraço!
Fernanda